Recorte uma placa de circuito impresso virgem do tamanho que você irá utilizar no projeto (Recorte um pouco maior, já que nas laterais a transferência tende a falhar).

Limpe bem a superfície do cobre onde iremos fazer a transferência como uma Palha de Aço , e  após a placa estar totalmente limpa lave-a com água e sabão ou passe um algodão com álcool isopropílico e depois disso não toque mais com os dedos na parte cobreado.

Desenhe o lay-out do seu circuito impresso, para isso utilize seu software de preferência para desenhar seu esquema (Eagle, Isis/Ares, Circuit Maker, PCBExpress, PaintBrush, etc…) feito isso imprimir o esquema elétrico de seu PCI espelhado (mirrozido, ou seja ao contrário, como se tivesse olhando pelo espelho) para isso utilizar uma impressora laser, caso você não tenha um impressora laser, imprima em sua impressora jato de tinta e depois vá a uma papelaria mais perto e tire uma fotocópia (xerox) com máquina de toner (pó preto), a impressão deverá ser em preto e branco e alta resolução e utilizando alto contraste (maior quantidade de pó).

Qual papel utilizar?

Utilizando papel fotográfico (Glossy) a transferência do toner do papel para a placa de circuito impresso é perfeita e fácil, porém temos como problema desse papel o seu alto custo, além de serem feitos para impressora jato de tinta (não suportam muito calor) apesar de ter algumas marcas de boa qualidade que até aguentam uma impressora laser, porém tem algumas complicações como por exemplo uma marca boa aguentar a laser e em determinado momento esse papel gruda tudo mandando sua impressora para o espaço.

Alternativas para o Papel Glossy:  transparências para impressora laser, que é um plástico que resiste a altas temperaturas e por ser bem liso transferem bem o toner para a placa de PCI, podemos utilizar também o Papel de Poliéster ou o Papel Vegetal (sempre imprimindo no lado mais liso e escolhendo papeis de suportem alta temperatura, ou seja quase todos) um outro papel que eu recomendo é o Couchê, aqueles papeis utilizado na fabricação de revistas como Veja, Info, etc…, inclusive você pode utilizar folhas dessas revistas e imprimir sua placa de PCI nela que irá transferir numa boa, porém aconselho comprar papel novo em uma papelaria, primeiro que é muito barato, segundo que alguma letra ou impressão pode soltar ferrando sua plaquinha, outro quando for comprar o papel compre de uma gramatura mais pesada, pois as mais fininhas tendem a enroscar nas impressoras, um outro tipo de papel que  dá os melhores resultados é aquele papel que sobra das etiquetas auto-adesivas, um papel encerado e bem liso e quando imprimimos neste lado o toner transfere totalmente para a placa virgem, inclusive é possível fazer trilhas que passem entre os pinos dos integrados e podemos utilizar também com excelentes resultados Papel Transfer ideal para esse tipo de serviço, o ultimo tipo de papel  é o sulfite mesmo, repare que mesmo o papel comum ele tem um lado mais liso que o outro, imprima sempre do lado mais liso, esse tipo de papel será utilizado nesse artigo.

Placa virgem já limpa e a impressão do esquema elétrico em papel sulfite

Envolva  a placa virgem com o papel com o desenho do esquema elétrico, lembrando de deixar o lado cobreado voltado para a impressão do papel e tomando cuidado para não tocar com os dedos na face cobreada, dobre as partes excedentes de papel dando a volta na placa, assim a mesma ficará presa e não se moverá no momento que for passar com o ferro do passar roupa. Deixar a placa virgem muito bem alinhado com o desenho impresso no papel para não correr o risco de ficar algumas trilhas ou ilhas do lado de fora da placa de circuito impresso.

 Para transferir o desenho do circuito impresso para a placa virgem, utilize um ferro de passar roupas, (se usar ferro a vapor, esgotar o reservatório de água), todo o processo deve ser feito a seco, o ideal mesmo é um ferro comum, ligue o ferro e espere uns 40 segundos até ele esquentar totalmente, use a temperatura máxima (final da escala), coloque um pano dobrado ou um pedaço de madeira a fim de evitar que venha queimar a mesa ou sua bancada.

O processo de transferência é relativamente simples, basta passar o ferro de passar roupas em todas as direções sobre o papel bem lentamente, não precisa apertar muito, uma leve pressão já é o suficiente, passe também fazendo movimentos circulares e passe também nos quatro sentidos das laterais para o centro, três minutos já é o suficiente para transferir totalmente o desenho.

Placa virgem com o processo de transferência concluído

Após terminar de passar com o auxílio de uma pinça ou de um alicate peque a placa ainda quente e coloque em baixo da água fria, pois esse choque térmico ajuda muito o papel a se soltar, faça esse processo com cuidado pois a placa fica muito quente é fácil acontecer uma queimadura.

Placa molhada, repare que o papel se solta quase que sozinho

Para a remoção do papel e seus pedaços devemos faze-lo dos cantos para o centro e embaixo da água, caso algum pedacinho de papel fique grudado entre duas trilhas o que irá impedir a corrosão criando um curto circuito, você pode esfregar o dedo ou escova de dente velha e depois dar um retoque final com alguma ferramenta de ponta a fim de remover todos resíduos de papel.

Placa virgem já transferida e uma caneta para possíveis retoques

Caso alguma trilha tenha se soltado ou tenha ficado fraca, refaça essas trilhas com o auxílio de uma caneta para desenhar circuito impresso, ou de escrever em CD´s ou canetas de retroprojetor, geralmente as trilhas mais externas tendem a se soltar mais facilmente, mais com o tempo e a prática suas plaquinhas vão ficando perfeitas.

Percloreto de ferro e água

Chegou a hora de corroer a placa. Isso pode ser feito de duas maneiras, com 75% de água com 25% percloreto de ferro ou com 70% de água com 25% de HCL (ácido de limpar pedras) com 5% de H2O2 (água oxigenada, quanto mais volumes melhor), nesse projeto vou utilizar água + percloreto pelo simples fato de ser mais barato, menos perigoso e não precisa se preocupar com o descarte do resíduo, independente da maneira que vá corroer comece sempre com a água e depois coloque os outros componentes, nunca coloque água nos componentes ativos pois eles podem ferver e você se queimar. Utilize sempre uma vasilha de plástico ou de vidro (nunca metal), a vasilha deve ser suficiente para caber sua placa virgem e cobrir sua placa com o líquido de corrosão com pelo menos um centímetro, agora vou dar umas dicas para uma boa rápida corrosão, no caso do percloreto um leve aquecimento ajuda a corroer mais rápido, portanto um temperatura de 45 ~ 50º ajuda a corroer mais rápido, segundo se possível corroer sua placa em uma vasilha que a mesma fique em pé, pois o pó que é liberado da corrosão quando permanece em cima da placa atrapalha a corrosão de novas partes podendo deixar a placa falhada, caso na seja possível corroer de pé, fique movimentando a vasilha a fim de criar pequenas ondas no líquido evitando que o pó gerado permaneça em cima da placa.
De tempos em tempos remova a placa do líquido e verifique o processo de corrosão para evitar que a mesma fique demasiadamente no produto a vá corroer onde não deve, inclusive você pode tira-la com a ajuda de um plástico ou madeira, ou até mesmo se você amarrou uma linha na placa para facilitar o seu manuseio, remova-a do líquido lave-a em água corrente, caso esteja ainda imperfeita volte para dentro do líquido, inclusive isso ajuda a remover o pó que insiste em ficar em cima da placa atrapalhando.

tipos de ferramentas utilizadas para fazer as furações

Chegou a hora de furar a placa. Para isso você pode utilizar um furador manual (que parece um grampeador) que apesar de ser bem prático tem alguns inconvenientes como tamanho máximo da placa e pode ser utilizada apenas com placas de fenolite (mais amarelinhas) pois se utiliza-la em placas de fibra de vidro (mais transparentes ou esverdeadas) irá danifica-la no primeiro ou segundo furo devido ser muito dura, sendo assim eu aconselho a utilização de um mini drill (micro furadeira), micro retífica  ou furadeira normal, para realizar os furos utilize três expessuras de brocas 0,8m/m par os componentes com “perninhas” mais finas 1,0m/m para os componentes com “perninhas” mais grossa 3,5m/m para os furos de fixação da placa, uma boa dica para essas brocas é conseguir brocas de dentista (mesmo as já usadas) são excelentes em precisão e durabilidade.

Placa pronta e furada

Insira os componentes e solde-os.

Após terminado sua placa uma dica interessante é inverniza-la que além de dar uma melhor aparência irá protege-la de oxidação que em alguns casos chega a cortar as trilhas de cobre do circuito impresso, esse ato de aplica verniz pode ser feito de várias maneiras e com vários produtos, existe por exemplo um verniz em spray específico para placas de PCI que já deixa a placa verde bonitinha, porém seu preço é bastante salgado é claro que existem opções bem mais acessíveis que também dão um excelente resultado, vamos para uma solução com custo muito baixo e com ótimos resultados que seria a utilização de Breu (também conhecido como resina de pinheiro ou seiva de pinho) disolvido em álcool ou thinner, depois de disolvido aplique com um pincel em sua placa podendo ser aplicada antes ou depois das soldas, pois esse produto não atrapalha o ato de soldar, o verniz de madeira também serve, o maior problema é a quantidade que vem em uma lata, que iria acabar estragando por ficar quardado tanto tempo ou por abrir e fechar a lata fazendo com que o mesmo acabe coalhando e perdendo suas característica, uma solução que eu achei boa e barata foi a utilização de verniz de uso geral, desses encontrados em papelaria e supermercados, que além de terem um excelente resultado tem um custo muito baixo.

Fonte:http://roboticafacil.blogspot.com/2007/11/fazendo-circuito-impresso-modo-trmico.html

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